segunda-feira, 23 de maio de 2011

O Vôo da Fênix





O vôo da Fênix



Uma vez meu pai/avô me contou uma história sobre a fênix dourada, lembro-me dele sentado em torno da fogueira do sitio da vovó Lurdes, fazendo desenhos no chão com um pedaço de galho com um sorriso sincero nos lábios, um sorriso que só ele sabe dar.


- A fênix é a criatura mais bonita de toda a mitologia... – Ele falava pomposamente. – Um animal extraordinário que cortava o céu com sua calda de fogo espalhando a beleza e a esperança... Ela vivia intensamente, voava intensamente, sorria intensamente, era feliz intensamente, mas... Um dia seu corpo inteiro pegou fogo e ela morreu, todos acreditaram que ela estava derrotada, que jamais renasceria, mas por incrível que pareça ela estava lá, de pé novamente, linda e exuberante.”


Essas eram as palavras de Luiz Carlos de Freitas Carneiro, meu pai/avô amado.


A cerca de algumas semanas atrás eu ouvi novamene essa história e me toquei:


Eu era a fênix.


Não importa o quanto alguns achavam que eu estava morta, derrotada, destruída. Estavam enganados, eu entro e saio de situações quando eu quero, eu começo e termino algo quando eu quero.


E Deus? Deus nos ajuda a levantar, a caminhar, a renascer, assim como ele utilizava seu sopro mágico na Fênix, a fazendo ressurgir das cinzas.


Deus estava comigo, sempre esteve comigo, me protegendo, me iluminando, guiando meus caminhos e me afastando de tudo o que me fazia mal.


Deus, me tornou uma fênix e me cercou de pessoas maravilhosas, pessoas que me amam cegamente e que eu amo extraordinariamente!


Deus é minha força, é a minha calda de fogo.


E eu agradeço a ele por ter colocado as pessoas a minha volta, pessoas que estão sempre comigo, pessoas que estão sempre me apoiando , me aconselhando...


Agradeço a minha avó, Ana Maria, que sim, eu moro de favor na casa dela e sou muito bem recepcionada. Obrigada vó pelo quarto quentinho, pela comida deliciosa, pelo beijo carinhoso, pelo cafuné gostoso, pelo bolo de cenoura com cobertura de chocolate, pelo abraço forte, pela conversa jogada fora na cozinha, pelo sabone liquido, pela criatividade e pela boa vontade... Por tudo vó! Eu amo você!


Agradeço a minha mãe, Ana Cristina, minha guerreira, minha heroína, a mulher que me apóia em tudo, a mulher que esteve ao meu lado em tudo, se um dia eu for a metade da mulher que você é mãe, eu juro por Deus que eu estarei mais do que satisfeita. Obrigada mãe pelo “Você tem a sua casa minha filha, você tem pessoas que te amam e te apóiam”, obrigada mãe pelo sorriso maravilhoso, pela cosquinha na minha barriga, pelo beijo estalado e pelo colo, principalmente pelo colo e pelos conselhos.


Agradeço a meu pai/avô, Luiz Carlos, pelo apoio, pelas sabias palavras e pela conversa maravilhosa, por sempre ter sido meu pai, pelas festas de dia dos pais, pela esperança contida nas palavras, pela insistência no meu estudo, pela confiança em meu caráter, pelo coração gigantesco.


Agradeço a Tia Mônica pela primeira champanhe, pelo “bibinha”, pelo “não preciso de explicações me dê logo um abraço”, pela cerveja gelada, pelo abraço reconfortante, pelas gargalhadas, pela intimidade surreal que temos, pela sinceridade e principalmente por aceitar sem questionar todas as minhas decisões.


Agradeço a Bruna Antunes de Simoni, por ser minha melhor amiga, por estar ao meu lado sempre, nem que seja para gritar bem alto “VOLTA PRO MAR OFERENDA!!!”, por ter me tirado de casa para que eu não sofresse, por não ter me permitido chorar, por ter me levantado todas as vezes que eu estava prestes a cair, por olhar no meu olho e me dizer com veemência “Eu te amo minha amiga!”, por colocar novamente no meu caminho uma pessoa que estava desaparecida a muito tempo. Obrigada minha melhor amiga, minha irmã amada.


Agradeço a Bruna Christ Faria por ter me aconselhado, por ter me escutado com atenção, por ter me convocado em sua casa não me permitindo ficar deitada em uma grama qualquer em uma praça abandonada. Agradeço pelo olhar firme, pela palavra sincera e pelo “Estou ao seu lado”. Obrigada Bruna!


Agradeço ao Dudu e ao Israel que estiveram comigo em toda minha trajetória, meus BIBAS favoritos! Que me fazem gargalhar, mas nunca me deixam sair do salto alto, nunca me deixam de cabelos oleosos, ou de rimel borrado! Agradeço pelo afago, pela cerveja e pelas fritas com queijo e bacon! Agradeço pelo “papo de sexólogo” e pela vergonha na frente do garçom! Amo vocês!


Agradeço a Ana Paula Carneiro e ao Eduardo Carneiro, meus tios queridos que me apoiaram em um momento que eu achava que não iria vencer, que estiveram comigo e de certa foram tentaram de tudo para algo dar certo, mesmo não dando, estiveram ao meu lado, sorriram comigo, fizeram graçinhas e me escutaram com cuidado, vocês são minha família, me perdoem se alguma vez fui boba com vocês, mas saibam que eu amo vocês demais e vocês sempre serão um exemplo de casal para mim!


Agradeço a Ana Elisa que quando eu tomei minha decisão me chamou de “Vaca” e depois completou “Você está linda, magra e solteira, quer mais o que?”, por incrível que pareça era tudo o que eu precisava escutar, além de precisar escutar “Volta logo a escrever é uma ordem!”, obrigada pelo incentivo Ana! Obrigada por me mostrar que eu podia voltar a ser a mesma Cristhiane de sempre!


Agradeço ao Emerson (Terra) por ter me levado a um lugar, em um momento, na hora certa! Você prevê o futuro? Ou será que você simplesmente sabe o que faz? Você é o cara!!! Não é a toa que é meu irmão! Tenho orgulho demais de você meu irmão, de tudo mesmo e te agradeço pelo silencio e pela surpresa! Foi a melhor surpresa de toda a minha vida... A melhor de todas!


Ao senhor Pedro, pelo sorriso na hora certa, pela frase errada na hora certa, pelo abraço desajeitado, pelo beijo na testa, pela palavra sabida, pela compreensão e paciência, por me proteger de tudo e de todos, pelo cinema, pelo cachorro quente e pelo caldo de mandioca. Pela tarde gostosa e por não gostar de Habibs! Obrigada Pedro, você tem sido tudo, e tem me feito feliz demaaaaaaaaaais! Obrigada por TUDO!


Agradeço ao Carlos Leandro Stoll Vaz e a Giovanna Branco Vaz, o meu pai biológico e a minha madrasta, sei que nunca fomos íntimos até porque eu conheci o Leandro bem mais velha, mas saiba que tenho respeito por vocês. Vocês me deram um irmão que eu amo demais, que eu jamais vou me esquecer, colocaram a Tia Mônica em minha vida que é uma pessoa maravilhosa, colocaram meus avós Magdaelena e Luiz Vaz, que são pessoas que eu tenho muito apreço. Nós nunca convivemos o bastante, nunca tivemos intimidade por isso nunca criamos um laço familiar, mas não impede que cada um seja feliz do seu modo. Agradeço ao Leandro por ter bancado meus estudos por um bom tempo e por de certa forma ter me ensinado a correr atrás das minhas próprias coisas, foi um bom ensinamento que levarei para o resto de minha vida. Muito obrigada!



Se eu fosse agradecer a todos meus amigos, família, pessoas que eu amo e que me amam, eu passaria anos aqui apenas escrevendo. Mas eu só queria dizer isso, que eu apenas não viro cinzas, eu apenas ressurjo graças a vocês, meus amigos e família.


Obrigada por serem as minhas penas de fogo.

terça-feira, 17 de maio de 2011

Paixão Antiga









Sabe aquela paixão antiga que nos deixa meio... Desnorteados?! Será essa a palavra?
É aquela pessoa que pertenceu a alguma parte do seu passado e que de alguma forma surreal, fez toda a diferença. Muitas vezes não sabemos o porquê dessa pessoa fazer a diferença, mas a verdade é que ela faz.

É alguém que te tirou o fôlego, que te fez gargalhar de uma forma muito complexa, que no começo você achava um completo sem noção, mas que no final você viu que era a pessoa com mais noção de todas.

Alguém que te cantou na mesa de uma lanchonete e você se fez de bobo, alguém que só de sorrir para você, você sente vontade de ser feliz. Alguém que aparece quando você acha que está parecendo um bagaço de laranja podre, e fala tantas vezes que você é “tudo” que sua opinião começa a mudar.

Paixão antiga.

Quando isso volta para o presente de uma forma avassaladora dá um frio na barriga, um certo medo do que pode vir, afinal aquele era seu passado não era?
O passado virando presente...

Sensação gostosa...

“Se soubesse que era tão bom, tinha feito isso antes!”

Mas... Será que se fosse no passado seria bom?

O tempo serve para isso, para deixar ás coisas como elas devem ser, para mostrar que quando achamos que sabemos todas as respostas vem a vida e muda todas as perguntas.

E você só quer ficar vendo uma paisagem, deitado numa grama gelada, escutando a voz dessa paixão antiga te contar coisas que te dá vontade de chorar, ao mesmo tempo em que uma alegria descomunal e uma vontade de agradecer por essa paixão antiga estar de volta.

Você quer ficar abraçado no frio com essa paixão antiga porque ela te faz bem, porque você se sente vivo e protegido, porque essa pessoa te olha com tanta sinceridade e peso no olhar que lhe falta fôlego.

É... ás paixões antigas são ás melhores.

E ter elas no presente, se tornando paixões presentes é melhor ainda!

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Mirante



O sol me tocou a face de uma maneira sinuosa, respirei fundo, céus…




Há quanto tempo eu não respirava assim? Sentindo uma paz descomunal invadindo o meu ser, sentindo uma vontade deliberada de correr meus dedos sob um teclado de digitar, escrever e gritar e… Ufa!



Alguém sabe o que é estar feliz quando o mundo está simplesmente desmoronando ao seu redor? Como é dar gargalhadas quando um meteoro gigante destrói a praça da liberdade e todo mundo sai correndo e gritando? Bem… É como eu me senti… É como talvez outras pessoas se sintam.



Arrependimento? Não sou de utilizar muito essa palavra, sinceramente eu creio que na vida a



gente aprende a todo o momento e aquela simples e pequena experiência serviu para mudar muita coisa em mim, para que eu deixasse o meu lado “mimadinha da vovó” escondido debaixo de alguma prateleira velha.




Seja forte!




Eu sempre aprendi que a mulher deveria ser um poço de fraqueza para que então o seu príncipe encantado a salvasse de todo o mal e então eles iriam para o castelo e viveriam felizes para sempre…




Meu Deus que coisa mais patética e surreal!




Eu fui um pouco ao do contra, eu que derrotei dragões, escalei pontes e atravessei riachos, eu gritei, chorei, urrei, venci, perdi… Me levantei e ergui a cabeça. E então eu parei, respirei e percebi que aquilo não valia à pena.




Não valia a pena lutar por algo que acabaria me matando de uma forma ou de outra, não valia a pena abandonar cada sonho idiota que tinha e não valia a pena permanecer daquela forma. Mais uma vez eu havia caído em mim.




Agarrei-me a possibilidade de ser feliz novamente, observando que ás vezes os plebeus poderiam fazer parte de minha vida e me encaminhar à felicidade. Observando que o sorriso mais singelo de uma pessoa ou de uma pessoinha poderia mudar o mundo. Que uma gargalhada de criança iria me acalentar em noites que pareciam intermináveis, que um simples “Eu te amo” de um menino de 2 anos de idade me fariam chorar como uma bocó e ao mesmo tempo gargalhar como uma criança.




Ufa… Tanta coisa não acha? Tanta coisa para desabafar, ao mesmo tempo em que não se quer desabafar. Mas eu havia superado tudo, eu havia me transformado em uma simples mulher guerreira com um sangue quente Carneiro.




Eu estava apenas sentada em cima de uma moto observando a vista de um mirante com uma vontade doida de me achar no meio daquele mundão todo.




Alguém segurou minha mão ali, meus amigos.




Outra pessoa segurou meu rosto entre suas mãos ali… E me disse coisas que eu jamais pensaria que escutaria de seus lábios e então eu pensei: “Céus o que eu estou passando agora num é nem uma agulha do que essa pessoa passou, como eu sou imbecil de achar que eu não terei salvação!”
E então eu me agarrei mais uma vez a força que vinha de meu sangue, ao poder das palavras que sempre ecoaram em minha cabeça: “Sê forte”




E então meu ser inundou-se de sorrisos e eu vi que havia valido a pena ter passado por aquilo tudo, apenas para voltar ali, naquele frio desesperador, naquele lugar onde uma vez algo havia começado.




No meu mirante